| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Procellariiformes |
| Família: | Procellariidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | P. conspicillata |
A pardela-de-óculos é uma ave procelariiforme da família Procellariidae.
A população estimada em 1999 era de 3.800-4.600 pares reprodutivos. A espécie é classificada como Criticamente em Perigo (CR, critérios B1+2e) pela IUCN e listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS). Antes considerada sub-espécie de P. aequinoctialis.
Seu nome científico significa: do (latim) procella = tempestade, vendaval; e do (latim) conspicillata, conspicillatum, conspicillatus, conspicillum, conspicere = lugar de olhar a partir de, com marcas visíveis no olho, óculos. ⇒ (Ave) da tempestade com óculos.
Semelhante a pardela-preta (Procellaria aequinoctialis). Mede 55 cm, peso de 1 a 1,3 kg ( média de 1,2 kg ). Significativamente menor que as pardelas-pretas das Ilhas Geórgia do Sul. Inteiramente de cor marrom-cinzento, com áreas brancas na cabeça, na face e principalmente ao redor das olhos, de extensão variável e já visível nos ninhegos. Bico amarelado com desenho preto; pernas e pés pretos. Bastante parecida com a Pardela-preta (Procellaria aequinoctialis ), sendo até a pouco tempo considerada uma subespécie da mesma.
Alimenta-se de cefalópodos, crustáceos decápodos e peixes. Possui boa capacidade de mergulho (aves foram observadas atingindo pelo menos 6 m para obter descartes de espinheleiros). Parece ser muito mais diurna que a pardela-preta.
Nidifica em colônias apenas na Ilha Inaccesible, no arquipélago de Tristão da Cunha. Como a pardela-preta, essa espécie cava túneis onde constrói o ninho. Esses túneis são frequentemente construídos em solo encharcado ao longo de drenagens e riachos, e tem uma poça ou “fosso” na entrada. As posturas são feitas no início de outubro e a maioria eclode após meados de dezembro. Os juvenis deixam a colônia em março ou abril.
Pelágico, vive nas águas do Atlântico sul entre a costa sul do Brasil e a costa sul da África, mas também já foi registrado no Oceano Índico.
Vive nas águas do Atlântico sul, embora haja registros antigos para o Oceano Índico. Nidifica apenas na Ilha Inaccesible ( arquipélago de Tristão da Cunha ). Frequenta as águas costeiras brasileiras desde o Rio Grande do Sul até o estuário do Rio Amazonas e a Ilha de Marajó.
Status de conservação: VU ( IUCN ); listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).